domingo, 19 de julho de 2009

Mente limpa, coração aberto, espírito puro - Falando de obsessões

(por Bruno J. Gimenes)

Mente limpa, coração aberto, espírito puro Essas seriam as condições ideais, os repelentes mais eficientes no combate as obsessões, sejam elas do plano mental/emocional ou espiritual. Por essa ótica podemos compreender que ninguém está imune a esse tipo de influência negativa, afinal mente limpa, coração aberto e espírito puro não é um estado de consciência que seja fácil de se conquistar, mesmo para as almas mais evoluídas.

Esse comentário é necessário apenas para tentar simplificar esse tema tantas vezes debatido e imensamente pesquisado. Precisamos facilitar essa visão e compreender de forma mais profunda, em uma visão de contexto mais ampla. Quando compreendermos os mecanismos da obsessão, estaremos a um passo da conquista da tão sonhada, debatida ou falada: Proteção Espiritual. Por isso, antes de aprofundarmos o conteúdo, vamos propor uma observação; a mente confusa, o coração fechado e o espírito impuro são imãs que atraem processos obsessivos, de toda ordem. Logo, toda obsessão indica falha em nosso padrão vibratório, que é resultante do universo de pensamentos, sentimentos e emoções.

Assim sendo, precisamos parar, refletir e olhar com novos "olhos" para todos os casos de obsessão. Não existem vítimas! Não existem vilões! Apenas atração magnética entre obsessor e obsidiado.

Nesse sentido, vamos tentar de forma rápida, refletir sobre o que é realmente uma pessoa espiritualizada.

Uma pessoa espiritualizada é alguém com a consciência expandida, principalmente dotada da capacidade de equilibrar suas emoções, evitando confusões ou conflitos. Engano nosso nos considerarmos evoluídos porque já deciframos o Tao Te Ching, interpretamos o Bagavad Ghita ou decoramos a Bíblia Sagrada. Nenhuma dessas obras divinas terão seus propósitos alcançados se suas mensagens não conseguirem nos levar a maiores níveis de compreensão de nossa existência, e, principalmente a maior capacidade de equilíbrio emocional.

Parece até estranho dizer, mas uma pessoa evoluída espiritualmente é alguém que domina suas inferioridades, torna-se equilibrada em suas emoções e consciente da missão de sua alma. Em resumo: é o indivíduo paciente, ponderado, que não julga, que sabe perdoar, que ajuda ao próximo, que não se fascina no mundo material, que faz sua parte para ajudar o Planeta a evoluir.

Esse estado pode sim ser conquistado em uma igreja, templo, centro, etc. Todavia pode ser alcançado de forma autodidata, no contato com a natureza, na oração, na meditação.

Nosso maior objetivo nesse texto é estimular que você possa ter aprendizados práticos na sua vida sobre essa questão. Poderíamos ficar definindo, exemplificando, explicando e até filosofando, contudo nossa meta é o aprendizado real e na realidade dos fatos, a vida, a física, os Grandes Mestres e tantas outras fontes nos mostram que: "semelhante atrai semelhante".

A sugestão é que sempre que a obsessão atingir alguém ao seu redor ou a você mesmo, que você não tenha foco apenas em "exterminar" o obsessor a todo custo. É importante que você compreenda o que em você o atrai. O que em você o aproxima? Quais afinidades existem entre você e ele (obsessor)?

O maior aprendizado e a maior evolução teremos quando ignorarmos culpados, vilões, vítimas ou algozes. É preciso nos concentrarmos em nós, em um sentido profundo de reflexão consciente para detectarmos nossas falhas e melhorarmos nossa sintonia a cada dia.

Lembre-se: mente limpa, coração aberto e espírito puro não atraem obsessões. Portanto, as influências perniciosas são geradas por impurezas de nossas almas, inegavelmente. Por essa visão podemos concluir: A obsessão é o indicador que avisa a necessidade latente de evolução.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Terminei de ler....

Mentes com Medo - Da Compreensão à Superação,

de Ana Beatriz B. Silva






É certo que todos possuem alguns medos na vida, afinal, somos humanos.
O que desafia e transtorna nosso cotidiano são as formas patológicas que o medo pode apresentar.
São muitos os medos e grandes as dificuldades que eles trazem à nossa vida: há medo de animais, de altura, de locais fechados, de tempestade, de dentista, de dirigir.
Há também os medos do mundo contemporâneo, relacionados ao Transtorno do Estresse Pós-traumático: assaltos, sequestros, acidentes etc.

Neste livro, a Dra. Ana Beatriz, psiquiatra pós-graduada em Medicina do Comportamento pela Universidade de Chicago (EUA) e autora dos best-sellers "Mentes Inquietas" e "Mentes & Manias", analisa nossos medos e fobias de maneira clara e objetiva, ajudando-nos a superá-los por meio da compreensão de seus mecanismos.





==> Adorei!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Qual é a melhor escola para o meu filho?


Qual é a melhor escola para o meu filho?
por Gabriel Chalita
23 de novembro de 2007

A educação é o grande legado que os pais deixam para os seus filhos. Foi o que disse, com grande perspicácia, a autora dos sublimes Poemas dos Becos de Goiás, Cora Coralina, numa frase inspirada: Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. Disse isto, segundo Olympia Salete Rodrigues, uma de suas biógrafas, quando tinha já o rosto enrugado, o corpo alquebrado e maltratado pela vida, mas tinha a alma lisa e pura. Com essa longa experiência, Cora sabia, ao conceber essa frase, que a primeira etapa da educação se dá em casa, e não importa a idade de quem assume a tarefa de educar. E é em casa que os filhos começam a absorver as virtudes e os vícios dos pais ou avós. Porque, mais do que as palavras, as atitudes calam alto na história das crianças.

Depois vem a escola. E nesse momento surgem numerosas dúvidas para que se consiga escolher a melhor escola. Alguns pais não se interessam tanto e relegam essa tarefa para terceiros. Outros até exageram, perguntando a todo tipo de especialista ou a qualquer outra pessoa, em que escola devem matricular os seus filhos.

Hoje, é comum a mídia oferecer, com base em alguma pesquisa ou avaliação, um ranking com as melhores e as piores escolas. Não acho que esse seja um critério interessante para se basear no momento da escolha, até porque esses critérios são muitas vezes duvidosos e nem sempre conseguem mostrar o que é uma escola de qualidade.

Há alguns aspectos, entretanto que podem ser observados e que ajudam na escolha:

1 - Os pais devem visitar a escola com os filhos e perceberem o seu ambiente. É fundamental que a criança goste da escola em que estuda.

2- O aspecto físico é importante. Salas de aula agradáveis, biblioteca, espaço de cultura, lazer, esporte. Não é necessário que o prédio seja luxuoso, mas que seja limpo e digno de um espaço em que se educa.

3 - É importante avaliar o quanto a escola investe na formação de seus professores, que são a alma da escola. Se o espaço físico for suntuoso, mas o corpo docente despreparado e desmotivado, é preferível procurar outra escola.

4 - Mesmo que os pais você não sejam especialistas em educação, é recomendável saber a linha pedagógica da escola, o seu projeto de ensino-aprendizagem e formas de avaliação.

5 - Deve-se analisar o currículo da escola, cuidadosamente, para verificar se há preocupação com temas do cotidiano como ética, cidadania, respeito ao meio ambiente, diversidade cultural, entre outros. Os pais não devem ter vergonha de perguntar tudo ao orientador que os receberem na escola. E, durante a conversa, é possível reparar no preparo dele, ao dar as respostas.

6 - Os pais devem observar os funcionários, e se possível, o diretor da escola. Uma regra básica é que todo o educador deve ser educado. Uma escola que preza por esse valor investe na capacitação de todas as pessoas que nela trabalham.

7 - Um aspecto essencial a ser observado é se a escola prepara para a cooperação ou apenas para a competição. Cuidado. Pode ser que os pais queiram apenas que o filho ingresse depois em uma faculdade, sendo aprovado no exame vestibular. Isso é importante, mas a escola tem que preparar para a vida toda, e não apenas para um exame.

8 - Uma alternativa interessante é questionar alguns pais que freqüentam a escola para ver se o discurso dos educadores é condizente com a prática.

9 - Os pais devem avaliar se o preço é compatível com o seu salário. A mesma avaliação deve ser feita em relação à localização, para que não vire um transtorno, o caminho de ir e vir.

10 - Os pais devem decidir junto com o seu filho, não importa qual seja a idade dele. É importante que ele sinta que ajudou a escolher a escola em que estuda.

Essas são algumas dicas. Há outras. O mais importante é que o pai, a mãe, o avô ou a avó, levem a sério a educação da criança. Em casa, na escola, na vida.

Outra dica: por melhor que seja uma escola, ela nunca vai suprir a carência de uma família ausente. Portanto, a família deve participar de verdade do processo educativo de seus filhos. Esta nem é uma dica minha. É de Cora Coralina, quando, na sua grande sabedoria, disse isto: Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

Jornal O Popular, Goiânia, 28/10/2007
==> Preciso dizer que, intuitivamente, segui todos os passos que o Gabriel cita aqui neste texto ao escolher a atual escola do meu filho. É, de fato, importantíssimo... Como eu já disse ao corpo docente da escola, nunca vi meu filho tão feliz, tão satisfeito, tão interessado...
Por isso, fica aqui um alerta às minhas amigas com filhos ainda pequenos... Sigam estes passos, amigas... nada, nada vale mais do que ver nossos bens mais preciosos felizes, realizados e tendo a oportunidade de uma educação digna da Nova Terra que desejamos a eles...
Bjks.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Mulheres de Aço e Flores


"De aço e de flores. O aprimorado da vida insiste em nascer dos contrários. As mulheres sabem mais sobre isso. Elas experimentam na carne o destino de serem como Deus, em pequenas partes. Geram o mundo; embalam os destinos e entrelaçam num mesmo tecido as cores da fragilidade e da força. Elas são de aço. Elas são de flores"

" (...) ao contrário de tantos religiosos que se fecham para o mundo, padre Fábio convive com os problemas humanos, o que lhe dá uma dimensão mais ampla da vida e, porque não dizer, armas mais eficientes para nos abençoar com ternura.

(...) embora sua convicção religiosa seja de aço, a maneira como conversa, aconselha e participa de nossas vidas é suave.

Mais fascinante que tudo é não se tratar de um livro religioso.

Não é religioso na medida em que não se propõe a divulgar a fé, e que pode ser lido e interessar ao leitor de qualquer crença. Mas expressa uma compreensão que só alguém voltado para as questões internas do ser humano é capaz de ter.

É maravilhoso sentir como padre Fábio ama o ser humano (...). Ler este livro é como receber um abraço."

(Walcyr Carrasco)

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TRECHOS

" O que tenho é quase nada, mas seguro com as duas mãos".

"O amor completa os espaços. Supre a carência, suplanta os temores".

"Uma vida inteira sem flores não é nada diante de uma única primavera florida!".

"O que faz a diferença no mundo é o jeito como olhamos para ele".

"Juventude não tem paciênciq para lavagens demoradas. É por isso que o povo anda encardido demais. É só ar uma olhada nos colarinhos dos apressados".

"Eu sou feita de assombros. Descubro o tempo todo o avesso da pergunta. Deus me livre de duvidar! Há um jeito mais interessante de manter a incredulidade sob controle".

"Eu não sei onde mora a raiz da mágoa. O que sinto é a sua ardência na alma".

"O que conheço do amor é sua pressa. De chegar e de partir."

"O amor tem o poder de dispersar a timidez".

"O amor tem o poder de prolongar as distâncias. Os passos perdem a pressa. Chegar não é o mais importante. O encanto está no ir. Um ir eterno, sem destino, sem tréguas. Um chegar que não chega nunca".

"O amor faz esquecer as ofensas"

"O amor ainda é a forma mais aprimorada de oração".

"O amor tem o poder de apagar o passado".

"Fico intrigada com essa história de que Deus tenha disposição de enxergar pavios de velas acesas. E o pior, ter de sabwr a razão de cada uma delas. Eu confesso que isso fragiliza ainda mais minha capacidade de crer em Deus. Imaginá-lo assim, necessitando de pavios acesos para que tenha gestos de bondade, ou pensar que ladainhas em reto tom em tardes de domingo possam agradar-lhe os ouvidos é quase uma afronta à minha inteligência."

"Passo na porta de Igreja e já sinto um arrepio na espinha quando ouço aquela lamúria desafinada. Não posso acreditar que exista alguma sacralidade naquele acontecimento".

"O amor sobrevive é de intervalos".

"O intervalo faz rebrotar a primeira paixão, o primeiro encontro. Faz nascer a saudade, o elemento que mensura o amor. Amor que não sofre de saudade desanda, perde a consistência".

"O sabor está nas passagens. O definitivo é cansativo demais. (...) Tudoo que não muda nos condena, nos condiciona. O bom da vida é saber que passa. Um fim de tarde com toda a sua beleza não cabe no tempo. E por isso ele se vai. (...) A beleza está nos intervalos, nos espaços de luz em que a sombra já se mostra".

pg83


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Ser leitor - Celso Antunes

Ser leitor
Celso Antunes

É muito importante ensinar uma pessoa a ler, e não deve existir nada mais gratificante para um alfabetizador que saber que é capaz de trazer luz a quem sempre viveu na escuridão do analfabetismo. Se é verdade que existem partos naturais e que, portanto, para vir ao mundo algumas pessoas dispensam a ajuda de outras, não é menos verdade que são raríssimas as situações de auto-alfabetização e, portanto, quem mostra os caminhos das letras jamais poderá ser envolvido pela dúvida sobre sua essencialidade como pessoa e sua grandeza como profissional. Todos que lêem necessitariam guardar com ternura e profundo afeto o nome e a memória viva daquele ou daquela que, em um dia remoto do passado, iniciou-os na monumental tarefa de transformar os símbolos em novos pensamentos. Pouco importa se alfabetizar é difícil ou fácil. O certo é que esse ato simboliza uma grandiosa tarefa, raramente exaltada.

Mas, tão importante quanto ensinar alguém a ler é fazer desse alguém um leitor.
E, nesse contexto, é necessário realçar as colossais diferenças entre "saber ler", isto é, decifrar a mensagem simbólica expressa pelas sílabas e palavras e "formar um leitor" e, assim, induzir o indivíduo que está aprendendo a ingressar no misterioso universo do pensamento de outra pessoa — o autor — para com esta compartilhar pensamentos, aceitando-os ou negando-os.

A verdadeira significação de um texto escrito jamais se encontra na palavra e no pensamento do escritor e nem mesmo na fria compreensão de seu leitor, mas na interação que pode surgir entre estes quando estimulada por pensamentos diferentes navegando em torno de idéias comuns e, dessa forma, transformando palavras mortas em pensamentos vivos. Um texto, para o verdadeiro leitor, não tem significado similar ao que apresenta para uma pessoa simplesmente alfabetizada, pois, para esta, existe a finalidade que se completa com a aquisição da idéia escrita, enquanto, para o leitor, existe um aprimoramento visual, quase tátil, para descobrir aquilo que está nas linhas e entrelinhas do texto que foi pensado pelo autor. O verdadeiro leitor é sempre capaz de retirar o texto da esfera real para, ao decifrar o universo de seus segredos, incluí-lo no contexto de um diálogo reflexivo, em que vivências diferentes, do autor e do leitor, contextualizam-se em simbologias não necessariamente iguais. O que está escrito por Paulo pode ser o mesmo que está escrito para Mário, mas o que é verdadeiramente lido por Paulo não pode ser o mesmo que é lido por Mário, uma vez que o verdadeiro leitor traz para o contexto de sua vida, de seu entorno e de suas emoções as referências que conquistou no texto. Em síntese, para um texto produzido existem milhares de leituras possíveis.

Mas, se é essencial que haja alfabetizadores, não nos parece menos essencial que existam professores que façam de seus alunos verdadeiros leitores, levando-os a descobrir a diferença entre a decodificação de uma palavra e os pensamentos que esta pode assumir quando interage com o universo de idéias pessoais que cada verdadeiro leitor carrega. Ler "O cachorro é bonito" pode significar apenas uma informação sobre uma particularidade desse animal, mas pode também simbolizar todas as associações com os cães que povoam nossa imaginação e passado e toda a dimensão da beleza que, pouco a pouco, a vida nos levou a construir. Mas, se mostrar aos alunos a diferença entre ser "capaz de ler" e "ser um verdadeiro leitor" é importante, mais ainda é praticar inúmeras vezes a experiência de se compartilhar leituras e, por suas estruturas, um quase e novo aprender a caminhar, descobrindo segredos, percebendo desafios, identificando atalhos. E essa prática não ocorre acidentalmente nesta ou naquela aula, neste ou naquele momento em que se fez surgir a oportunidade, mas na progressiva construção interior do próprio professor em saber que é um "construtor de leitores" e, sensibilizado por essa descoberta, fazer de cada oportunidade, de cada notícia, de cada frase ou tema um exercício de caminhada e de desvendamento.

Tão importante quanto fazer de um aluno um verdadeiro leitor e, portanto, tão importante quanto se sensibilizar pela grandeza dessa missão é percebê-la literalmente interdisciplinar e, dessa forma, praticá-la com frases, mensagens e textos desta e daquela disciplina, até mesmo para que o aluno progressivamente perceba que cada ciência ou arte possui forma peculiar de leitura.

Ler uma frase como um leitor autêntico é descobri-la com olhos educados e a visão educada de um geógrafo é diferente da de um biólogo ou de um historiador, assim como olhar uma paisagem ao amanhecer com olhos não educados é essencialmente diferente de aprender a olhá-la com os olhos de Van Gogh ou Picasso.

sábado, 2 de maio de 2009

Trecho - Quem me Roubou de mim? - O Sequestro do corpo: a trama do esquecimento dos significados


(...)"Os significados qualificam nossa existência..."
(...)"Quando nos referimos aos significados, nós estamos tratando de realidades materiais e imateriais".
(...) "Uma solidão muito mais profunda, caracterizada como "ausência de si mesmo"".
(...) "O cativeiro é a negação do seu direito de ser e estar".
(...) "Identificar-se é um jeito que a pessoa tem de afirmar o que é, mas também um jeito de afirmar o que não é".

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quem me roubou de mim? - Pd. Fábio de Melo


Escrita pelo Padre Fábio de Melo, esta obra aborda algumas questões sobre as dificuldades das relações humanas.
É um livro bastante profundo, que apresenta uma linguagem poética e leve para falar de coisas tão importantes em nossa vida.
Por meio de reflexões filosóficas, textos poéticos e histórias reais, o autor toca nosso entendimento e nossas emoções, convidando-nos a um mergulho em nossa subjetividade, afim de nos fazer conhecer a nós mesmos e a descobrir como viver e conviver melhor não só com as pessoas que nos cercam, mas com todos que passam pelo nosso caminho.
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152 páginas - R$ 11,00 (2 exemplares)


Fatos da Parapsicologia: Introdução Às Ciências Ocultas - Joe Heydecker


105pp. Formato 16x23cm. Tradução de Edith Wagner. Capa por Tita Heydecker. Ilustrado com 4 fotos. Capítulos: Introdução/ A Parapsicologia na Antiguidade/ Telepatia e Videncia/ Telecinésia/ Espiritismo/ Espectro e Aparições/ Profecia/ Magia/ Parapsicologia e Documentação.
R$ 9,50

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Trechos: Quem me roubou de mim? - Apresentação

Estou lendo o livro do padre Fábio de Melo... Bem aos pouquinhos, sorvendo cada mensagem... Não sou católica, mas tenho que reconhecer que o cara escreve bem demais... Tem uma cultura e uma profundidade em suas palavras que me deixaram perplexa...
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Achei que seria mais um livro sobre religião, de exaltação a Deus ou coisa parecida... Mas não... É um livro riquíssimo, com conceitos não somente teológicos, mas de vida... Estou achando maravilhoso este livro e gostaria de compartilhar com vocês algumas passagens dele, para que vocês vejam como um homem, um padre, pode ter uma linguagem simples e ao mesmo tempo nos fazer refletir tanto...
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Experimentem ler os trechos que irei postando à medida que leio. Tenho certeza que gostarão...
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"Há pessoas que nos roubam...Há pessoas que nos devolvem..."
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APRESENTAÇÃO:
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"... O sequestro da subjetividade. Um roubo silencioso que nos leva de nós; acontecimento comum, mas não noticiado, que fragiliza e impossibilita o humano de viver a realização para a qual foi feito."
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"A vida humana é uma constante experiência de travessia. Estamos em êxodos contínuos, em processos de deslocamentos intermináveis, porque, enquanto estivermos vivos, seremos convidados para o movimento que nos proporciona a superação de estágios, condições e atitudes"


" O ser humano se encontra em constante evolução. Nunca estará completo. A morte nos surpreenderá e ainda estaremos em processo de feitura. Um destes processos é a travessia: "da condição de indivíduos à condição de pessoas" (...)

Nascemos indivíduos, mas a condição de pessoa é um lugar a ser alcançado. (...)

Ser pessoa consiste em "dispor de si e dispor-se aos outros".


É muito bonito este trecho... Aliás, sou suspeitíssima pois gostei muito de todo o livro. Mas quando ele fala que ser pessoa consiste em "dispor de si e dispor-se aos outros", paramos para refletir...
Há aqui o perigo de, ao dispor-se em demasia aos outros, acabar por perder-se de si mesmo... De se doar e acabar sendo "usada" em demasia pelos outros, que nem sempre reconhecem que o seu "dispor-se" tem limites. E ele fala disso o tempo todo. Este é um dos casos de sequestro de subjetividade...
Há que se ter cuidado... Há que se ter cautela e, como dizia minha avó, "prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém...


Portanto, vamos seguindo com os trechos deste livro, que achei mais que valiosa, na verdade indispensável para profundas reflexões acerca de como estamos conduzindo nossa vida...

"Toda relação que priva o ser humano de sua disposição de si, de sua pertença, ou seja, a capacidade de administrar a própria vida, de alguma forma caracteriza-se como "sequestro de subjetividade".

"(...)"A partir desta forma de sequestro nasce o mal-estar psicológico, o sofrimento que não tem localidade no corpo, mas possui o poder de adoecê-lo, fragilizando o ser que sofre, uma vez que o sequestro lhe retira da centralidade de suas próprias decisões.

São muitas as modalidades de sequestro de subjetividade. Qualquer forma de relação humana corre o risco de se transformar em roubo, em perda de identidade, basta que as partes se percam de seus referenciais e se ausentem de si mesmas. "

(...)"Símbolo é a realidade que estabelece pontes, gera entendimento e superação.

(...) Diferente do simbólico, o diabólico quebra, desagrega, impede. Sequestros de subjetividade possuem o poder de quebrar a estrutura daqueles que o experimentam. "

(...)"Relações simbólicas são aquelas que nos permitem o crescimento e a superação de nossos limites proque são capazes de estabelecer pontes que nos permitem travessias. Relações diabólicas são aquelas que nos paralisam e nos fazem retroceder porque obstaculizam os caminhos. "

(...)"Todo livro precisa nos acrescentar algo novo. Toda forma de saber nasce de um não saber. "

(...)"Precisamos dilatar as consciências que temos de nós mesmos. É assim que Deus ganha espaço em nós. Quanto mais conscientes do que somos, fazemos e podemos, seremos homens e mulheres mais realizados, prontos para o desafio de transformar o mundo. "

"Onde houver um ser humano realizado, nele Deus estará revelado."


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Trecho do livro Pensar é transgredir


"Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compustura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.
Que outro-- filho, amigo , amante marido--não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva,mas me aceite qdo não podendo ser nada disso.
Que, finalmente,o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo, ser a mulher-maravilha, mas apenas:vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa--uma MULHER."
(Trecho do livro Pensar é Transgredir - Lya Luft )